Daratumumab tem indicação no tratamento de doentes que receberam, pelo menos, três linhas prévias de tratamento, incluindo um inibidor de proteossoma e um IMiD, ou em doentes duplamente refratários a estas duas classes de fármacos, independentemente do número de linhas de tratamento anteriores.
O daratumumab é um anticorpo monoclonal humano anti-CD38 – “um antigénio expressado na superfície das células plasmáticas”. A especialista explicou que, praticamente a totalidade de doentes com MM “expressa CD38 na superfície das células plasmáticas”.
Segundo esclareceu a especialista, o CD38 é um antigénio que se expressa “de forma ampla por outras células do nosso organismo”. A Prof.ª Doutora Maria Victoria Mateos acredita que, futuramente, este fármaco, aprovado para o MM, poderá receber novas indicações, não só neoplasias hematológicas, mas também “tumores sólidos”.
A palestrante esclareceu que “daratumumab, que se liga ao CD38 – expressado na superfície das células plasmáticas, possui mecanismos de ação comuns a outros anticorpos monoclonais dirigidos contra o CD38”. No entanto, a Prof.ª Doutora Maria Victoria Mateos acredita que este agente possui um mecanismo de ação adicional, caracterizado por um efeito imunomodulador.
Portanto, e na opinião da especialista, daratumumab possui “um triplo mecanismo de ação”, porque, além do efeito imunomodulador, “induz a apoptose direta das células plasmáticas e uma citotoxidade mediada pela união do anticorpo ao antigénio”. Nas palavras da especialista, “a junção destes três mecanismos de ação justificam, pelo menos parcialmente, a elevada eficácia de daratumumab em monoterapia”.
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